A colheita de frutas da safra 2017/2018 ainda não terminou, mas o volume final será cerca de 20% inferior ao da safra 2016/2017 nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul. É o que aponta um levantamento feito pelo escritório regional da Emater de Caxias do Sul em 55 municípios, sobretudo da região serrana, mas também alguns próximos a Passo Fundo, no Planalto, e Lajeado, no Vale do Taquari. Divulgado ontem, o estudo constata que na área consultada a produção de 15 espécies ficará em 1,158 milhão de toneladas, enquanto a do ano passado foi de 1,452 milhão de toneladas e a da média história é de 1,261 milhão de toneladas.

O agrônomo Enio Angelo Todeschini, da Emater, explica que a maturação de todas as espécies está antecipada em 20 dias devido às condições climáticas. Ao contrário de 2016, quando, na região de Bento Gonçalves, o inverno teve 530 horas de frio inferior a 7,2 graus Celsius, adequado à fruticultura de clima temperado, o de 2017 teve apenas 188 horas. Além disso, houve pouca chuva e temperaturas altas em setembro, que ajudaram a acelerar o ciclo de brotação e florescimento e também deixaram alto índice de gemas vegetativas inativas ou com baixo vigor.

O levantamento mostra ou, quando é o caso de fruto ainda em formação, prevê queda de 80% na produção de ameixas, 76% na de quivis, 59% na de caquis, 57% na de peras, 41% na de pêssegos e 21% na de maçãs. A uva, maior cultura, recua de 850 mil toneladas na safra passada para 720 mil toneladas na atual, volume idêntico ao da média histórica. Duas culturas pequenas, as de goiaba e figo, se beneficiaram e renderão mais, 47% e 22%, respectivamente.

Fonte: R7