Transformar meninos e meninas em criadores de códigos, programas, aplicativos. Como? Com aulas no contraturno em escolas públicas. A intenção é que as crianças deixem de ser apenas consumidores passivos de tecnologia.

“Nossa meta é que as crianças atendidas possam aumentar a capacidade lógica e que também aprendam codificação básica e simples”, explica Elton César Silva Morais, 33, coordenador do projeto “Gênios de Turing”.

O colégio São Tomáz de Aquino, em Ceres (GO), será a primeira instituição a receber o projeto. As aulas começam em agosto e todo conteúdo será divido em módulos. O curso é gratuito. Em cada etapa, os alunos desenvolverão atividades como jogos de labirinto, tabuadas e até mesmo escrever nos primeiros aplicativos. O projeto é aplicado como uma matéria extra, uma vez por semana no turno vespertino. A duração do curso é de 10 meses.

Criado por quatro jovens de Goiás em janeiro deste ano, a ideia visa beneficiar escolas públicas. Os idealizadores são os estudantes Mateus Nascimento, Munike Lamounier, Silas Júnior, e Túlio Vital, todos com 18 anos. Eles são alunos da Universidade Estadual de Goiás.

De 9 a 11 anos

O público-alvo são alunos da 4ª série do ensino fundamental (5º ano) e devem ter de 9 a 11 anos.

Escolas públicas de Goiás que desejam a implementação do Gênios de Turing podem encaminhar um pedido para o e-mail: geniosdeturing@gmail.com. Todo o material é disponibilizado gratuitamente pelos idealizadores.

“Quero ver a participação ativa das meninas. Meu maior desejo é que elas tomem paixão pela tecnologia que ainda é um setor considerado masculino”, enfatiza Munike. Inicialmente o Gênios de Turing será aplicado somente em Goiás. “Nada impede uma expansão do projeto”, diz Mateus.

“Meu desejo é que as crianças possam se apaixonar pela tecnologia e aprender de forma interativa e divertida”, disse Silas.

 

Fonte: uol.com.br