Voice já tem cerca de 100 mulheres matriculadas
Reprodução/ Facebook

As salas de aula só com mulheres são a realização pessoal da fundadora do projeto Voice — Inglês para Elas, Amanda Areias. A iniciativa tem como objetivo ensinar inglês para mulheres que não têm condições de arcar com escolas de idiomas ou professores particulares, mas, ainda assim, querem acrescentar a língua estrangeira ao currículo.

As aulas são ministradas no Jardim Colombo, em Paraisópolis, todos os domingos, das 16h às 19h, e são gratuitas. Amanda conta que sempre participou de projetos voluntários, mas, como começou a trabalhar no final do ano passado, teve que abrir mão do voluntariado que participava.

Para não abandonar a prática, teve a ideia de criar seu próprio projeto, que poderia gerir a distância quando necessário.

— O fato de ser só para mulheres é porque eu sempre fui envolvida com o feminismo e acho que importante que nós, mulheres, possamos apoiar umas as outras.

Criado no início de 2017, Amanda explica que o Voice conseguiu um crescimento maior do que o esperado. O módulo que começou no dia 30 de julho deste ano conseguiu 90 novas inscrições, além das mulheres que já haviam participado do primeiro nível e foram aprovadas para o próximo. Amanda estima que, hoje, haja pouco mais de 100 mulheres participando das aulas do Voice.

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A assistente-administrativo Camila Cassimiro, de 30 anos, começou a frequentar as aulas em março deste ano e afirma que consegue compreender a língua muito melhor do que antes.

— Eu gosto muito da língua inglesa. Quando soube da iniciativa, fiquei muito empolgada, o que fez eu me inscrever e participar das aulas.     

O desejo de se tornar fluente em inglês é o que motiva a aluna a seguir firme nos estudos. Camila conta que as aulas também podem ser importantes para sua trajetória profissional.

— Será um diferencial apresentar que sou bilíngue em uma entrevista de emprego. Também será legal poder conversar em inglês com alguma pessoa nativa ou que já domine a língua.

Vinte e sete voluntários colaboram para que o projeto se sustente. Eles dão aulas em trios, sendo que cada um dos grupos leciona uma vez por mês. Para Amanda, a ausência de alunos homens na sala de aula ajuda também no processo de aprendizado das alunas, que tendem a deixar a vergonha de lado.

— Por ser um projeto para mulheres, a maioria delas se sente mais confortável em falar mais, em errar no inglês.

Como participar

O pré-requisito básico para participar das aulas do Voice é ser mulher. Amanda explica que também é importante que elas tenham mais de 14 anos e que não tenham condição de arcar com os custos de um professor particular de inglês.

Mesmo que o projeto aconteça em Paraisópolis, mulheres de toda cidade de São Paulo podem se inscrever para assistir às aulas.

As interessadas devem preencher a ficha de inscrição para o módulo na sede do Projeto Viver, localizado na rua Clementine Brenne. No momento, o Voice está com todas as turmas completas, mas divulgam na página do Facebook quando haverá mais vagas disponíveis.

* Giuliana Saringer, estagiária do R7

Fonte: R7