As festas juninas são realizadas em todo o país, principalmente na região Nordeste e nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás. As festas podem ter detalhes específicos de acordo com cada localidade, entretanto, algumas características são praticamente onipresentes em qualquer uma delas, como o cardápio típico (com canjica, quentão, milho cozido, curau, pé de moleque…), os figurinos (vestidos de chita, camisas quadriculadas, chapéus de palha), a decoração (bandeirinhas de papel coloridas dependuradas), brincadeiras (como pescaria, cadeia e pau de sebo), músicas e danças (forró e quadrilhas, especialmente), fogueiras (cada santo tem uma de um formato) e fogos de artifício (de inocentes estalinhos a barulhentos rojões). Os balões aquecidos, muito comuns no passado, foram proibidos recentemente por conta do risco de causarem incêndios.

A festa junina foi trazida para o Brasil pelos portugueses no período da colonização. Antigamente, a festa era conhecida como joanina, em homenagem a São João. Em partes da Europa, antes mesmo de o mês estar ligado aos santos, festas pagãs celebravam Juno, deusa da fertilidade, com fogueiras e festejos, em comemoravam à chegada do verão no hemisfério norte. Em solo brasileiro, as festas juninas ganharam características locais, incorporando tradições (como danças e alimentos) de matriz africana e indígena.

As festas mais famosas estão ligadas a igrejas, clubes sociais ou associações comunitárias. Entretanto, algumas extrapolam esses espaços e são realizadas em locais que comportem um maior número de pessoas. É o caso das duas mais famosas festas juninas do Brasil, a de Caruaru, em Pernambuco, e a de Campina Grande, na Paraíba, que reúnem, cada uma, mais de 2 milhões de pessoas por ano.

Fonte:

Portal Brasil, com informações da EBC e Ministério do Turismo